Está localizada
a uma altitude média de 743 m acima do nível do mar; tendo o 2º
melhor clima do mundo, segundo dados da UNESCO, com temperatura
entre 18ºC e 28ºC e precipitações pluviométricas de 30 a 60
mm nos meses mais secos.
Segundo
documentos a história do Município de Jarinu inicia-se nos
idos de 1650, quando é assinalada a presença humana na região.
A
cidade foi
recebendo, através de seus rios, cachoeiras, mata abundante,
vales e montanhas, ainda hoje preservados, os primeiros
fazendeiros de origem portuguesa.
As características
dessa cultura e ocidental marcaram, acentuadamente, a
arquitetura e as técnicas empregadas na agricultura e na criação
de animais. Os portugueses, povo eminentemente trabalhador não
destacava - se, porém, pelos cuidados com a colonização.
Tentavam submeter os índios, primeiros habitantes do local, à
sua disciplina de trabalho, tarefa difícil, pois os índios não
estavam certamente habituados às ordens de um patrão.
Contundo com
essa dificuldade em obter trabalhadores nativos, os
colonizadores investiam, então, no propósito de trazer da África,
os negros que eles bem conheciam graças às viagens transoceânicas.
Contudo, não há registros de que Jarinu tenha sido palco das
atrocidades da escravidão.
Os portugueses
chegavam, através dos vales e dos primeiros contrafortes de
Mairiporã, trazendo as malas cheias de artigos como tecidos,
calçados, ferramentas agrícolas, sal e muita semente,
espalhando assim, pela região, os primeiros sinais de uma nova
cultura.
Pelos documentos
e escrituras da época, pode – se assinalar que em 1765 já
existiam pelo menos duas centenas de propriedades rurais em
Jarinu.
Segundo o
historiador Lázaro de Siqueira, em 1786 Lourenço Franco da
Rocha era nomeado capitão do bairro de Campo Largo, primeiro
nome dado à cidade.
Franco da Rocha
era casado com dona Rita de Cássia de Moraes, filha do Capitão
Francisco Lourenço Cintra e era tida como profunda conhecedora
de ervas medicinais. Com os conhecimentos adquiridos com os índios
e também com a tradição da vida portuguesa, dona Rita de Cássia,
prestava atendimento, em sua própria residência às pessoas
necessitadas.
Deste modo a
casa dos Franco da Rocha transformou – se no centro da nova
civilização que se formava. Jarinu contava, nesta época, com
496 habitantes.
Em 1807, Capitão
Lourenço e sua esposa, através de escritura pública,
desmembram sua fazenda e doam à freguesia a gleba de terras
onde foi erguida a Capela de Nossa Senhora do Carmo de Campo
Largo.
Esta doação
constitui – se no marco inicial do município.
O
turismo, vocação
da cidade, teve incremento com a criação da Coordenadoria de
Turismo, o município, foi a “à luta”, pelo reconhecimento
e recursos vindos deste setor:
Pousadas, chácaras,
pesqueiros, restaurantes, festas populares, rua de lazer...,
fazem parte de um mix que logo se juntará a hotéis, centro de
convenções e parques temáticos, cujos projetos de implantação
já se encontram em andamento.
Este é o perfil
de uma cidade que aos seus 50 anos tem, a cada amanhecer, a
felicidade de vislumbrar um longo e próspero caminho de realizações.